Sei que não posso arrancar isso de mim. Também não tenho um botão DEL, enfim... como uma vida, eu cuidei para crescer e cresceu, ficou grande demais, cheio de vigor, arrebatador e para fracos, assustador. Á ponto de pegar o primeiro trem para fugir, sem saber para onde iria. E com tanto medo, correu tanto que não ouviu meu último conselho: Tenha certeza de onde quer chegar antes de partir!
E como era certo, não sabia. E eu aceitaria todo o medo, aceitaria todo o receio, se ele tivesse sido dito com todas as palavras. Mas não foi.
O seu egoísmo fez com que você ficasse machucando o coitado que estava tão grande e bonito. Machucou, cortou, o furou... arrancou sangue, antes de partir, você tentou o rasgar, e ele lutou para se manter de pé, mas estava fraco, muito machucado e com seu golpe final, ele caiu. Mas involuntariamente, doente, agora seco, agora meio morto... sem vida, ainda esta ali... tampando meu caminho e me impedindo de seguir... mas é só uma questão de tempo, talvez muito, talvez pouco, tanto faz... uma hora vira cinza e o vento leva.
Não sei se isso é fato, ou última esperança mas continuarei acreditando nisso.

