segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma coisa que sempre me deixa intrigada são as atitudes das pessoas em convívio social.
Eu entendo que todos encaram um persona quando saem de casa, vestem uma capa e vão para mais um dia de luta, mas então eu começo refletir
Sobre esse persona:

Persona (do latim persona), na psicologia analítica (Jung), é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social.

Muitas vezes quando saímos para fora, colocando-nos dos nossos personas, acabamos esquecendo quem somos, mudamos, colocamos um personagem de uma tal forma que ele domina nossas vidas, e muitas vezes não conseguimos segurar isso por um longo tempo, ficamos malucos por dentro.
Persona, no MEU conceito, não é isso, não são máscaras, são controles. Ta, que todos tem um grande homem primata dentro de si, certo? Um troglodita pronto a guerrear. E é nisso que trabalhamos, controlamos nossas reações, nossos sentimentos, seguramos opiniões que não são bem-vindas, não descontamos stress,etc. Isso, CONTROLE.
Se estiver errada, não importa, é isso que eu quero. Só aprender a me controlar. Mas no resto, serei eu mesma, como continuo sendo.
Eu não mudei, eu não mudo, já tentei e optei por desistir disso, não suportei nem por 1 dia por todas as milhões de vezes que fiz isso. Nasci para mostrar quem sou, errando ou não, é assim que sou.
Me arrependo de uma conversa que tive com uma pessoa mais velha, casada e com seus filhos da minha idade, conversávamos sobre máscaras, e eu disse que uma máscara havia caído e acabei descobrindo que na verdade era uma fantasia inteira, ele disse que todos temos máscaras, eu concordei, e por dentro gritando, descordava. Me arrependo até hoje por não ter dito o quanto eu não apoio/acredito em máscaras. Talvez faria ele refletir, talvez não.

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