Uma coisa que sempre me deixa intrigada são as atitudes das pessoas em convívio social.
Eu entendo que todos encaram um persona quando saem de casa, vestem uma capa e vão para mais um dia de luta, mas então eu começo refletir
Sobre esse persona:
Persona (do latim persona), na psicologia analítica (Jung), é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social.
Muitas vezes quando saímos para fora, colocando-nos dos nossos personas, acabamos esquecendo quem somos, mudamos, colocamos um personagem de uma tal forma que ele domina nossas vidas, e muitas vezes não conseguimos segurar isso por um longo tempo, ficamos malucos por dentro.
Persona, no MEU conceito, não é isso, não são máscaras, são controles. Ta, que todos tem um grande homem primata dentro de si, certo? Um troglodita pronto a guerrear. E é nisso que trabalhamos, controlamos nossas reações, nossos sentimentos, seguramos opiniões que não são bem-vindas, não descontamos stress,etc. Isso, CONTROLE.
Se estiver errada, não importa, é isso que eu quero. Só aprender a me controlar. Mas no resto, serei eu mesma, como continuo sendo.
Eu não mudei, eu não mudo, já tentei e optei por desistir disso, não suportei nem por 1 dia por todas as milhões de vezes que fiz isso. Nasci para mostrar quem sou, errando ou não, é assim que sou.
Me arrependo de uma conversa que tive com uma pessoa mais velha, casada e com seus filhos da minha idade, conversávamos sobre máscaras, e eu disse que uma máscara havia caído e acabei descobrindo que na verdade era uma fantasia inteira, ele disse que todos temos máscaras, eu concordei, e por dentro gritando, descordava. Me arrependo até hoje por não ter dito o quanto eu não apoio/acredito em máscaras. Talvez faria ele refletir, talvez não.
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